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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cansaço!!!

Oi pessoal, quanto tempo não passo por aqui!!

Na verdade continuo tendo muitas coisas para compartilhar, mas olhando para cada um dos meus escritos, não vejo que seja oportuno postá-los agora...

Visitando o blog da querida irmã Nivea Soares, me deparei com uma pequenina reflexão feita por ela que muito tocou meu coração. Então, deixo abaixo para que vocês também sejam abençoados. No final, posto um video para abençoar nosso dia, para aliviar nossos fardos e aquietar nossas almas!

Um beijo e até a próxima

Cansaço!

Cansaço pode ser mais do que estar fisicamente debilitado por causa de muitas atividades. Cansaço pode significar estar fora do seu lugar, fora do seu propósito, gastando esforços por nada, dando socos ao vento.

De acordo com o escritor de Hebreus (cap 3 e 4) existe um descanso para o povo de Deus. Esse descanso está em crer nEle e em obedecê-lo. O obstinado se cansa. O obediente encontra um lugar de descanso na suficiência de Deus. Jesus disse que se estivermos cansados devemos ir a Ele(Mateus 11:28-30). Ir a Ele significa se ver livre do peso.

Ficamos pesados quando nos cercamos de aparatos, quando deixamos a simplicidade pela ambição de querer “ser” e “ter”. Ficamos pesados quando temos a necessidade de reter aquilo de que pensamos precisar. Ir a Jesus significa tomar a simplicidade como padrão. Ir a Jesus significa se satisfazer nEle. Significa tê-lo como o Deus que é mais do que suficiente. Ir a Jesus significa encontrar descanso.

Voltemos ao Senhor!
Extraído de http://www.niveasoares.org/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma sede maior que um balde...

Textos: João 4. João 7:38.



Quantos de nós não encontram-se sedentos em seu dia a dia? Quantas vezes não temos buscado algo que possa nos saciar completamente, definitivamente?

A Bíblia nos relata a história de uma mulher que vivia absolutamente na situação descrita acima. Ela buscava o que matava sua sede todos os dias. Subestimava tanto a si mesma, que o que buscava para matar sua sede, cabia em um balde. Diariamente, amarrava-o na cordinha que ia até o fundo do poço, onde havia água, mas em algum lugar dentro de si, bem lá no fundo, ela desconfiava ser maior que um balde sua sede, ser maior que um balde sua busca. Porque o vazio dentro dela era bem maior, e disso ela sabia bem. E Jesus também.

As frustrações que só se acumulavam no decorrer do tempo a fizeram desacreditar de uma vida melhor. Então, ela resolveu poupar energia e ficar na vida medíocre que estava levando. Mas na vida medíocre a alegria também era poupada.

E você? Qual é o seu balde? Balde aqui, é todo e qualquer objeto/situação/recurso/pessoa que faz com que você pense que estará segura nos dias de seca.

Dinheiro? Namorado? Status? Beleza?

Coisas que, quando a seca vem, a gente segura na mão com força e repete pra si mesmo: “calma, você tem um balde”.

A mulher buscava um pouco de água pra encher seu balde. Jesus buscava uma sedenta pra oferecer a ela, uma água que a faria desconhecer a sede dali pra frente. E mais: a partir do momento que bebesse daquela água, ela se tornaria fonte.

A mulher perguntou se não faltava algo pra Jesus. O que raios Ele fazia naquele poço, se não possuía um balde para pegar água? Mais pra frente ela entenderia. O papo fluiu, ela percebeu que Ele não somente entendia de sua sede, mas sabia a profundidade de sua sequidão. Deixou então vir à tona o quanto era descontente da vida, e insatisfeita com sua cúmplice, a mediocridade. Pensou um pouco e viu que não tinha nada a perder. Analisou a proposta e aceitou beber da água que Jesus ofereceu. Nunca mais foi a mesma. O mesmo caminho que fazia, desanimada e devagar, da sua casa até o poço, ela percorreu de volta, correndo e sorrindo, com um brilho maior nos olhos, uma motivação maior por dentro. Ela não só regozijava, ela jorrava. Agora ela era fonte.

Chegando a sua cidade, todos notaram que ela era fonte. Os sedentos, logo pediram a ela para “encher seus baldes” também. Ela respingava um pouco em todos eles, e fez questão de levá-los até o Mestre, pra que Ele mesmo, os ensinasse. Então, todos se tornaram fontes. E numa crescente de alegria e satisfação eles se entreolhavam e perguntavam como suportavam sobreviver todos os dias atrás de gotas? Como conseguiam perseguir com tanto afinco pequenas porções que só saciavam por um pouco de tempo, quando logo ali, ao alcance de todos, estava a água da vida?! Inconformados decidiram que todos deveriam beber. Saíram pelo mundo a jorrar, e foram todos saciados para sempre.

E você? Qual o tamanho da sua sede? Caso esteja se contentando com os “respingos”, saiba que Jesus tem algo além que pode te saciar. As águas oferecidas por Ele matam a sede de nossas almas ressequidas para sempre!
Que o Senhor, mediante sua graça e bondade inunde-nos com os seus rios de águas da vida, e que nós, não nos contentemos mais com um mero “balde de água”, antes, que mergulhemos livres no rio que nos transforma e nos leva a sermos instrumentos de transformação de outros.

Um abraço

Nessa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As misericórdias do Senhor se renovam...

Oii amigos dos blog!

Hoje aqui em São Paulo, temos uma segunda feira de tempo gelaaaado! Particularmente, não gosto muito de frio, mas entendo que ele é necessário para fazer com que a criação de Deus cumpra o seu "ciclo natural".

Hoje cedinho ao esperar o ônibus para vir trabalhar, estava tão frio, mas pude sentir o calor inigualável do doce Espírito Santo sobre mim...Agradeci pelas misericórdias Dele estarem se renovando mais um dia sobre mim, por isso, não fui consumida!

O Senhor é bom, e cada dia desfrutando da Presença Dele é único e especial.

Te amo Jesus!!

Deixo um vídeo para abençoá-los.



Um abraço e até o próximo post

Nessa

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A mulher que enfrentou a si mesma!!!


Você já teve aquela sensação de que alguma coisa precisa ser mudada na sua vida?

Acredito que isso já aconteceu com todo mundo, e na vida de muitos ainda está acontecendo. Quando alguma coisa não vai bem, quando há uma insatisfação, quando algo precisa ser mudado, precisamos de coragem para enfrentar a nós mesmos.

Lucas 7 relata a história de uma mulher que tomou uma posição frente a ela mesma. Ela desistiu da sua vida de fracasso, tomou uma atitude, enfrentou a si mesma e alcançou uma vida transformada. O verso 39 diz que ela era prostituta e a sua condição de vida a levou enfrentar três tipos de rejeição. Vejamos:

A primeira fonte de rejeição era a sociedade – que se utiliza da prostituição, mas condena a prática e marginaliza os que vivem dela. Algumas pessoas dizem que a prostituição é um mal necessário, todavia, ninguém quer ter uma filha prostituta. Isso expõe a hipocrisia da sociedade que condena o pecado, mas não abre mão dele.

A segunda fonte de rejeição era a religião. No caso dessa mulher, os religiosos se mostram sem misericórdia alguma. O posicionamento do fariseu é inflexível, ele condena Jesus por ter se deixado tocar por aquela mulher. É uma atitude que rejeita e que não acolhe o pecador para libertá-lo. Nesse sentido, penso que os fariseus esqueceram (e continuam esquecendo) que “se tem carne e osso”, não é nosso inimigo, antes, o que está por trás das atitudes dessa pessoa.

A terceira fonte de rejeição é a própria mulher. Talvez essa seja a pior de todas. Essa é a auto-rejeição, pois a pessoa apesar de não concordar com o que faz, não vê outra possibilidade. É nessa hora que mergulhamos no fatalismo, e passamos a achar que não haverá alternativa que possa mudar a nossa vida. Paulo diz que é feliz aquele que não se condena naquilo que faz (Rm 14:22). Em contrapartida, quando condenamos a nós mesmos, seremos infelizes.  

Diante de todos esses conflitos, em meio a tantos temores e olhares que a acompanhavam, aquela pecadora toma uma decisão e vai atrás de Jesus, a fim de enfrentar a si mesma. Tal confronto é tão difícil, por vezes, preferimos manter oculto o que preenche os cantos mais escuros do nosso coração, é mais cômodo. Mas graças a Deus que a Palavra dEle é a luz que ilumina nossos caminhos, é lâmpada para nossos pés a anunciar que caminhos mais altos Deus tem para nós!

O versículo 38 diz que aquela mulher regou os pés de Jesus com as suas lágrimas. Ela foi tomada por um quebrantamento tremendo, e a Bíblia ensina que aqueles que se quebrantam atraem a presença do Senhor. Davi, no Salmo 34:18, diz que “perto está o Senhor do quebrantado de coração”. O endurecimento da alma faz com que Deus se afaste, porém, coração quebrantado e contrito, Deus não despreza (Sl 51:17). 

Quando nos quebrantamos é porque a convicção de pecado ministrada pelo Espírito Santo tomou conta do nosso ser. Sabemos que alguma coisa precisa ser mudada, e o Espírito passa a nos convencer. Portanto, quando você estiver insatisfeito com a situação que você está vivendo, a primeira coisa que você precisa é se quebrantar na presença do Senhor. O quebrantamento nos liberta do endurecimento do pecado e atrai a Glória de Deus. 

Outro aspecto a ser considerado foi a fé demonstrada por essa mulher. A primeira vista, quando olhamos para esse texto, não vemos sua fé. Entretanto, no versículo 50, ao se despedir dela, Jesus diz: “A tua fé te salvou; vai-te em paz”. Jesus está ensinando que a fé nos leva a agir. Ele está dizendo que tudo o que foi feito por aquela mulher, foi resultado da sua fé. Ela acreditou que a sua vida poderia ser mudada se fosse até o Senhor e se quebrantasse diante dele. Ela agiu e foi salva. Muitas vezes somos passivos demais para tomarmos atitudes. Em outros casos, somos intempestivos demais, e agimos precipitadamente. Deus não quer nem a nossa passividade, nem que sejamos precipitados. Ele quer que ajamos segundo aquilo que Ele está propondo para nós. Não tenha medo, se Deus tem levado você a se quebrantar diante de uma situação, por fé, tome uma atitude e seja transformado pela Glória dEle.

Outro ponto relevante é que nos tempos de Jesus, quando uma pessoa chegava numa casa, o anfitrião lhe oferecia três coisas: ósculo (um beijo na face), água para lavar os pés da poeira das ruas, e óleo para a cabeça. Nos versículos 44, 45 e 46, Jesus diz que a mulher regou os seus pés com lágrimas enquanto o fariseu não havia oferecido água para que os seus pés fossem lavados. Jesus também diz que o fariseu não havia lhe beijado, mas a mulher não cessou de beijar-lhe os pés. Jesus também diz que o fariseu não ungiu a sua cabeça, mas a mulher, com bálsamo, ungiu os seus pés. Resumindo, o Mestre está dizendo que as obras daquela mulher estavam atestando a sua fé e quebrantamento. O que aprendemos nesse ponto é que quebrantamento e fé produzirão um terceiro elemento que são as obras.

Quando enfrentamos a nós mesmos, com quebrantamento e fé, isso produzirá frutos em nossa vida. O arrependimento é genuíno quando produz mudanças em nós. Quando verdadeiramente formos quebrantados na presença de Deus, veremos a nossa vida transformada por obras exteriores que atestarão o que foi feito no nosso interior.

Derrame-se diante do Senhor enquanto resta tempo!

Um abraço

Nele, que nos transforma a cada dia

Vanessa

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tô voltando...

Oi amigos e leitores do blog. Primeiro quero agradecer os e-mails e comentários fofos e abençoadores que tenho recebido de cada um, estejam certos, eles me animam e por vezes, são ferramentas de Deus para me animar a continuar escrevendo e compartilhando o que arde no meu coração. Obrigada mesmo!!

Ando tão corrida que nem tive tempo de vir aqui falar da alegria que em apenas 5 meses de blog já foram mais de 1000 acessos em várias partes do mundo. Glória a Deus que a internet pode ser usada para abençoar e alcançar lugares que nem imaginamos antes, Jesus é tão bom!

Vamos lá, para variar estou suuuuper corrida (esse mês é de provas na facul e preciso de graça, muita graça de Deus, orem por mim?!) mas tenho novidade quentinha para postar aqui no bloguinho, no entanto, porém, contudo..haha, hoje não conseguirei fazer isso, sorry!

Na verdade, passei para matar a saudade de vocês (pessoal da união de blogueiros cristão, perdão, não tenho conseguido visitar os blogs que sigo, mas em breve estarei mais livre, espéro) e para deixar um video antigo mas que faz um bem enorme para a minha alma sempre que escuto...Afinal, tem coisa melhor do que seguir a Jesus?! NÃO, certamente não tem!!


Que Deus te abençoe e te fortaleça em tua caminhada com Ele. Que a luz de Cristo a cada dia ilumine as trevas dos recônditos de nossos corações.

Um abraço

Em Cristo, nosso fiel ajudador.

Nessa


sexta-feira, 1 de abril de 2011

As duas mensagens da cruz


Recentemente li um artigo que me trouxe uma nova luz, um novo entendimento sobre a mensagem da cruz. Não que essa mensagem me fosse desconhecida, mas, sim, que eu nunca a havia articulado da maneira como o autor a fez.

Indubitavelmente, essa é uma das marcas da vida com Deus. Estamos sempre andando por caminhos que já conhecemos, mas que, ao mesmo tempo, são sempre tão novos. Pense por um instante. Não é assim com a nossa vida de oração? Os caminhos com Deus em oração não são, ao mesmo tempo, conhecidos e maravilhosamente novos? Oramos todos os dias e, todos os dias, somos convidados a vivenciar experiências novas no nosso relacionamento com Deus. É o mesmo Deus, o mesmo período de oração, e, muitas vezes, as mesmas palavras; mas, ao mesmo tempo, é um momento único – nunca vivenciado, em que a doçura de Deus nos parece tão nova e fresca!

E o que nós podemos dizer da nossa leitura da Bíblia? Lemos os mesmos textos tantas vezes, e maravilhosamente, eles sempre parecem tão novos, tão cheios de vida e tão repletos de respostas para nós! Às vezes até nos perguntamos: “Como é que eu nunca havia percebido isso antes?” Não é que as palavras sejam novas, mas sim que o Espírito Santo as torna novas para nós. Ele opera em nossas mentes e corações, abrindo-nos os olhos, falando conosco, e trazendo nova luz e entendimento àqueles conhecidos versículos da Bíblia.

Foi justamente isso o que aconteceu comigo ao ler esse artigo sobre a cruz. Pouco a pouco, a mensagem da cruz foi se descortinando diante dos meus olhos e eu percebi que a cruz não é somente um símbolo que fala sobre o perdão dos nossos pecados, mas é também uma prescrição sobre a única maneira como podemos viver a vida que Deus nos prometeu. A cruz sempre anuncia duas coisas: primeiro, que os nossos pecados já foram perdoados; e, segundo, que a nossa vida nessa terra vai ser marcada por renúncias. A cruz não apenas nos dá a vida, mas ela também nos tira a vida. Ela não apenas promove a reconciliação entre o homem e Deus, mas ela também anuncia a separação entre os diversos tipos de pessoas, entre aqueles que querem viver para o Reino de Deus e aqueles que querem viver de acordo com o espírito do mundo.

Jesus, ao falar sobre a sua morte na cruz, e, portanto, ao falar sobre o plano de Deus para a redenção do homem, falou também, no mesmo contexto, sobre a morte do homem. No mesmo contexto em que ele disse que a sua morte na cruz era necessária – para trazer a vida aos homens, ele também disse que a cruz é necessária na jornada da vida desses mesmos homens que recebem vida. Imediatamente depois que ele falou que ele precisava ir a Jerusalém para ser morto e ressuscitar ao terceiro dia, ele disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16.24-25).

Da perspectiva de Jesus, a cruz é o símbolo tanto da sua morte redentiva em favor do homem, quanto da vida de renúncias desse mesmo homem por causa da mensagem de Cristo. O autor do artigo que eu li recentemente, Jonathan J. Bonk, disse que, “Muitos, achando-se a si mesmos discípulos de Cristo por terem aceitado – superficialmente – o que Jesus lhes oferece através da cruz, são, na verdade, uma fraude. Encontrando esse tipo de “crentes” na cidade de Filipos, Paulo, chorando, reconheceu que muitos “são inimigos da cruz de Cristo … [porque] só se preocupam com as coisas terrenas” [Filipenses 3.18-19.] A comunhão da cruz era estranha para aqueles membros da igreja. Eles não haviam se conformado com Jesus na sua morte. “O destino deles é a perdição,” concluiu Paulo com os olhos cheios de lágrimas,” afirma Bonk em seu artigo.

De repente, como que ouvindo, mais uma vez, uma velha novidade, reconheci que a mensagem da cruz não é apenas uma, mas duas! A cruz não apenas nos diz que recebemos a vida através de Cristo, mas também que perdemos a nossa vida por causa de Cristo. Nós não somente entramos no Reino dos Céus, mas também saímos do império das trevas. Nós não somente nos tornamos amigos de Deus, mas também nos tornamos inimigos do mundo sem Deus. Por essa razão, não há como aceitarmos a mensagem da cruz e vivermos os valores contrários à mensagem da cruz; abraçarmos a cruz e ao mesmo tempo abraçarmos o mundo; ganharmos a vida no céu e segurarmos a nossa vida na terra; dizermos SIM para a vida com Jesus e ao mesmo tempo SIM para a vida dessa terra. Não há como vivermos o “melhor dos dois mundos.” Esses dois mundos são opostos, antagônicos, e contrários. A cruz é uma só, mas a sua mensagem são duas!

Então eu entendi porque, no passado, quando os missionários eram enviados para o campo, no ato do envio, eles recebiam uma cruz. O propósito disso era tão somente o de fazê-los lembrarem-se, e jamais se esquecerem de que eles deveriam viver sob a dupla mensagem da cruz, dessa cruz, que é sinal tanto de vida, quanto de morte; tanto de ganho, quanto de perda; tanto de conquistas, quanto de renúncias; tanto de fragilidade, quanto de poder; tanto de fraqueza, quanto de força; tanto da morte do homem, quanto da vida por meio de Cristo; tanto da perda desse mundo, quanto da esperança dos céus.

Nesse momento, não há como não me lembrar da maravilhosa novidade daquele antigo hino:

Rude cruz se erigiu
Dela o dia fugiu
Como emblema de vergonha e dor
Mas contemplo essa cruz
Porque nela Jesus
Deu a vida por mim pecador

Sim, eu amo a mensagem da cruz
Até morrer eu a vou proclamar
Levarei eu também minha cruz
Até por uma coroa trocar

Alegre-se diante da cruz de Cristo e carregue a sua cruz também, breve Jesus nos levará e no lugar da cruz teremos nossa coroa da promessa.

Até a próxima

Nessa

segunda-feira, 14 de março de 2011

“O propósito é que não sejamos mais como meninos, agitados de um lado para o outro”.

Tais palavras trazidas pelo apóstolo Paulo são reveladoras e necessitam de uma atenção especial de nossa parte. Ele afirma que não devemos ser como meninos, agitados de um lado para o outro. (Efésios 4.14). Não podemos permanecer crianças pelo resto de nossas vidas, nascer implica em crescer e se desenvolver. O não crescimento de um bebê, por exemplo, é no mínimo, sinal de enfermidade ou alguma anormalidade. Uma criança saudável tem como parte de seu ciclo vital o crescer e o se desenvolver e Paulo está falando isso aos cristãos. O “novo-nascimento” não é suficiente. Deus nos chama para crescer, para que nos tornemos maduros e cada vez mais parecidos com o mestre Jesus (Ef 4:13). Deus não nos salvou e nos livrou do pesado julgo do diabo para que fossemos crianças para sempre. Não faz parte dos planos do Senhor que sejamos bebês ou meninos espirituais durante toda a nossa peregrinação nessa terra.


Em contrapartida, o desejo do diabo é justamente o oposto, ele tem como objetivo a nossa estagnação espiritual. Se não consegue nos aprisionar em suas trevas, tenta nos aprisionar na infância espiritual, e tal infância nos faz andar o tempo todo como pessoas adormecidas na luz, que não fazem a menor diferença em meio as densas trevas desse mundo. Se ele não consegue impedir-nos de encontrar com Deus, ele tentará impedir-nos de crescer em Deus. Se não consegue abortar o “novo nascimento”, tentará então impedir nosso crescimento. Certamente, usará todas as ferramentas, trabalhará incessantemente, enviará todos os seus ventos e sugestões para que permaneçamos simplesmente meninos espirituais, gente que não cresce, pessoas doentes na alma e no espírito, velhos no corpo e na mente, porém, meninos na fé.


Os meninos são facilmente manipulados, deixam-se ser levados de um lado para o outro, basta uma ondinha mais forte, um vento mais impetuoso, um argumento aparentemente mais convincente, um presente embrulhado em um papel mais bonito, uma recompensa mais imediata, palavras mais coloridas, para serem levados conforme o vento. Os meninos não se levam a si mesmos, mas são levados de um lado para o outro, são carregados por todos os que tiverem a simples intenção de carregá-los. Pela fragilidade da sua condição, eles precisam sempre de cuidados especiais para não serem levados de um lado para o outro, de uma enfermidade à outra enfermidade, de uma escravidão para outra escravidão. Tem até uma música secular que as pessoas insistem em cantar: “deixa a vida me levar”; essa frase é típica daqueles que vivem sendo agitados, arremessados por todo e qualquer vento.


Uma criança é atraída facilmente por tudo o que parece ser bonito, é atraída rapidamente para que suas realizações e desejos sejam supridos de forma imediata. Por isso, não é uma tarefa difícil fazer com que os meninos troquem os tesouros de amanhã pelas bijuterias do presente, as promessas do Senhor pelas promessas do diabo, a Palavra de Deus pelas eloqüentes palavras de homens, a cidadania eterna nos céus pelos prazeres transitórios do pecado.


Diante dos nossos irmãos que residiam em Éfeso, Paulo faz um apelo em prol do crescimento dos cristãos!! Não basta ter acontecido o novo nascimento, tem que haver crescimento de forma contínua. Jesus não morreu só para nos salvar da morte eterna, mas também, para nos livrar de uma infância perene. O Senhor Jesus nos concedeu dons e talentos, para que cresçamos e cheguemos “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13). Não nascemos para não crescer! Pelo contrário, nós nascemos para nos tornarmos adultos!


Queridos irmãos e leitores, nós precisamos voltar a crescer, não podemos mais estar estagnados. Ao que parece, por algum tempo, alguns irmãos tem se acostumado e se contentado em ser como Peter Pan, o eterno menino que não pode crescer. De fato, Jesus nos chamou para crescermos Nele, a nossa conversão e o novo nascimento não são o fim, mas apenas o início de nossa salvação e caminhada cristã. O crescimento é necessário para que nos tornemos mais parecidos com Cristo, Ele é o nosso padrão de crescimento, sempre! Para sabermos o quanto já crescemos e amadurecemos, basta observarmos o quanto parecemos com Jesus.


Não nos basta mais dizermos que amamos Jesus, é preciso amar com o amor Dele, perdoar da mesma forma que Ele perdoou, relacionar-mos com o Pai como ele se relacionou, entregarmos nossas vidas em favor do outro como ele entregou, servirmos às pessoas como Ele serviu, desapegarmo-nos desse mundo como ele desapegou (afinal, tudo é escória, tudo ficará aqui mesmo), e por fim, andarmos nessa terra como Ele andou.


Se você tem andado como menino, se o crescimento natural e esperado para a sua vida não tem acontecido, saiba, enraizado em Jesus verdadeiramente, é possível crescer. Não importa quantos anos você tem, não importa quantos anos você está na igreja, não importa o seu cargo, não importa sua condição financeira, não importa a quanto tempo você iniciou seu “novo nascimento”, o que importa é que Jesus tem para você um novo crescimento a cada manhã.


Não nascemos para sermos agitados de um lado para o outro, nascemos para crescer, nos alimentando do Pão da Palavra, bebendo da água da vida, firmados na rocha que é mais alta do que todos nós!


Deus te abençoe e te faça crescer Nele e com Ele.


Um abraço e até a próxima